Cobertura Para Posto de Gasolina: Normas e Modelos

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Cobertura para posto de gasolina: normas ABNT NBR 14639, 8800 e 6123, regra de SPDA, pé-direito do caminhão-tanque, modelos por área e comparativo de materiais.

A cobertura ideal para posto de gasolina é uma estrutura metálica de grande vão livre (geralmente em aço, perfil NBR 8800) com telhamento metálico – galvalume simples ou telha termoacústica tipo sanduíche – dimensionada para vento conforme a NBR 6123, com pé-direito livre suficiente para o caminhão-tanque (em geral 5,5 m a 6,0 m sob a viga) e atendendo a NBR 14639, que define a área classificada e permite dispensar o para-raios (SPDA) quando a cobertura e as colunas são metálicas, com continuidade elétrica e resistência de aterramento de no máximo 10 ohms. Abaixo você vê, em detalhe, quais normas regem o projeto, quais modelos de cobertura funcionam melhor na pista de abastecimento, na área de conveniência e na troca de óleo, e o que pesa na escolha do material.

O que diz a legislação: as normas que regem a cobertura de um posto

Cobertura de posto não é item estético – ela faz parte de um conjunto regulado por órgãos federais, estaduais e municipais. Antes de desenhar a estrutura, o projeto precisa conversar com:

  • ABNT NBR 14639 – instalações elétricas em postos revendedores. É a norma mais importante para a cobertura, porque classifica as zonas de risco (Zona 0, 1 e 2) ao redor das bombas e dos respiros, e estabelece em que condições a estrutura metálica pode dispensar o SPDA (sistema de proteção contra descargas atmosféricas).
  • ABNT NBR 8800 – projeto de estruturas de aço. Define o dimensionamento de pilares, vigas e tesouras da cobertura.
  • ABNT NBR 6123 – forças devidas ao vento. Crítica em coberturas de posto, que são “guarda-chuvas” abertos nos quatro lados e sofrem grande esforço de sucção e levantamento.
  • ABNT NBR 6120 e NBR 8681 – cargas para cálculo e segurança das estruturas (ações permanentes e variáveis).
  • ABNT NBR 5419 – proteção contra descargas atmosféricas, quando o SPDA for exigido.
  • CONAMA 273/2000 – licenciamento ambiental de postos, que condiciona o layout e a contenção de vazamentos sob a área coberta.
  • Norma Técnica do Corpo de Bombeiros do estado (varia entre UFs – em SP a IT correspondente trata de locais de abastecimento) e as portarias do INMETRO.

Um detalhe técnico que muita gente ignora: elementos metálicos da cobertura em contato com a zona classificada não podem ser perfurados de forma a criar caminho para acúmulo ou ignição de vapores. Por isso fixações, calhas e rufos precisam de detalhamento cuidadoso, e não se improvisa furação em obra.

SPDA: por que a cobertura metálica geralmente dispensa o para-raios

Esse é o ponto que mais gera dúvida em quem vai construir ou reformar. A NBR 14639 permite que a área de abastecimento e a cobertura não precisem de SPDA próprio desde que todas estas condições sejam atendidas ao mesmo tempo:

  • A cobertura e as colunas de sustentação são metálicas;
  • Existe continuidade elétrica garantida entre as partes da cobertura;
  • As colunas metálicas, apoiadas em fundação de concreto armado, têm continuidade elétrica com a armadura, desde que a resistência de aterramento não ultrapasse 10 ohms;
  • As colunas são aterradas por cabos de cobre de 50 mm2, fixados fora do volume da Zona 1;
  • Os respiros e componentes de ventilação atendem ao posicionamento previsto.

Na prática, isso significa que uma cobertura de aço bem aterrada funciona como o próprio captor – o que reduz custo e elimina a “floresta” de hastes captoras sobre a pista. Se a cobertura for de material não condutivo, ou se a resistência ficar acima de 10 ohms, aí sim o SPDA conforme a NBR 5419 passa a ser obrigatório. A medição da resistência de aterramento deve constar do laudo – não se afirma “está ok” sem medir.

Modelos de cobertura por área do posto

Um posto tem zonas com exigências diferentes. Misturar tudo num só tipo de cobertura é erro comum. Veja como costuma se dividir:

1. Pista de abastecimento (sob as bombas)

É o “guarda-chuva” central. Exige grande vão livre (para o caminhão-tanque e os veículos circularem sem pilares no caminho), estrutura metálica em aço e telhamento leve. Os dois caminhos mais usados:

  • Telha metálica simples (galvalume / aço galvanizado): mais econômica, rápida de montar, boa para vãos modulados. O galvalume – liga de alumínio, zinco e silício – tem ótima resistência à corrosão, importante num ambiente com vapores de combustível.
  • Telha termoacústica (sanduíche): duas chapas com núcleo isolante de EPS, PU ou PIR. Reduz o calor irradiado para a pista e o ruído da chuva, melhorando o conforto de quem abastece e do frentista. Custa mais, mas é o padrão em postos de bandeira.

A inclinação de telha metálica é baixa, na faixa de ~5% a 15%, suficiente para escoar água sem exigir grande altura de estrutura.

2. Área de conveniência e troca de óleo

Aqui entra fechamento lateral, conforto térmico e, muitas vezes, forro. Coberturas de telha com forro ou de telha com forro amadeirado agregam estética à fachada e isolam melhor a loja. Para entradas e calçadas, uma cobertura de policarbonato deixa passar luz natural sem o calor direto.

3. Calçadas, jardim e áreas de espera

Onde se quer luminosidade, o policarbonato (alveolar ou compacto) é a melhor escolha; sua inclinação mínima parte de ~10%. Para vãos sobre vidro ou áreas nobres, uma cobertura de vidro valoriza a fachada.

Pé-direito e gabaritos: o caminhão-tanque manda no projeto

A altura livre sob a cobertura não é escolhida pela estética – ela é ditada pela operação. O caminhão-tanque que reabastece os tanques subterrâneos precisa manobrar sob (ou ao lado da) cobertura, e veículos altos passam pela pista. Por isso o pé-direito livre sob a viga costuma ficar entre 5,5 m e 6,0 m, com folga de segurança. Pontos a checar no projeto:

  • Altura livre compatível com caminhões (a frota rodoviária pode chegar a 4,4 m de altura; some folga operacional e de bocal de descarga);
  • Distâncias mínimas das bombas e respiros até os limites do terreno e edificações, conforme norma de bombeiros;
  • Posicionamento dos pilares fora da rota de manobra e fora da Zona 1;
  • Caimento e calhas dimensionados para não lançar água sobre a área de abastecimento.

Comparativo de materiais para a cobertura

As faixas de preço abaixo são referência de mercado por metro quadrado (instalado) e variam conforme vão, altura, acabamento e região. Sirva-se delas como ordem de grandeza, sempre confirmando em orçamento:

Material da coberturaInclinação típicaFaixa de referência (R$/m2)Melhor aplicação no posto
Telha metálica simples~5% a 15%280 – 470Pista de abastecimento (vão econômico)
Telha termoacústica (sanduíche)~5% a 15%400 – 670Pista e conveniência (conforto térmico)
Telha com forro~5% a 15%430 – 730Loja de conveniência, área administrativa
Telha com forro amadeirado~5% a 15%500 – 850Fachada / estética da conveniência
Policarbonato alveolar 6 mma partir de ~10%520 – 870Calçadas, entrada, áreas com luz natural
Policarbonato compactoa partir de ~10%650 – 1.080Áreas nobres, maior resistência a impacto
Vidro 6 mmconforme projeto750 – 1.250Fachada / detalhe arquitetônico

Importante: a estrutura metálica de sustentação (pilares, vigas, tesouras em aço) é orçada à parte do telhamento e costuma representar a maior fatia do custo num vão grande de pista. A garantia de fábrica dos materiais é tipicamente de 12 meses, valendo confirmar prazo no contrato.

Manutenção e durabilidade num ambiente agressivo

O ambiente do posto – vapores de combustível, exposição solar intensa e chuva – exige atenção à corrosão. Pontos de manutenção:

  • Reaperto e inspeção de fixações e juntas (sem furação improvisada em zona classificada);
  • Verificação periódica da continuidade elétrica e da resistência de aterramento (o coração da dispensa de SPDA);
  • Repintura/proteção anticorrosiva da estrutura de aço conforme o plano de pintura;
  • Limpeza de calhas para evitar acúmulo e infiltração.

Coberturas existentes que perderam estanqueidade, oxidaram ou ficaram fora de norma podem passar por reforma e recuperação em vez de substituição total, dependendo do estado da estrutura.

Perguntas frequentes

Posto de gasolina precisa de para-raios na cobertura?

Não necessariamente. Pela NBR 14639, se a cobertura e as colunas forem metálicas, com continuidade elétrica garantida, aterramento por cabo de cobre de 50 mm2 e resistência de no máximo 10 ohms, a própria estrutura cumpre a função e o SPDA pode ser dispensado. Se essas condições não forem atendidas, o SPDA conforme a NBR 5419 passa a ser obrigatório.

Qual a altura ideal da cobertura de um posto?

O pé-direito livre sob a viga costuma ficar entre 5,5 m e 6,0 m, definido pela altura dos veículos e pela manobra do caminhão-tanque. O valor exato sai do projeto, considerando os gabaritos de circulação e as distâncias de segurança da norma de bombeiros do estado.

Qual o melhor material: telha simples ou termoacústica?

A telha simples (galvalume) é mais barata e resolve bem a pista. A termoacústica custa mais, porém reduz o calor irradiado e o ruído da chuva, sendo o padrão em postos que priorizam conforto e imagem de marca. A escolha depende do orçamento e do nível de conforto desejado.

Conclusão e próximo passo

A cobertura de um posto de gasolina é um projeto de engenharia, não um toldo qualquer: envolve estrutura metálica de grande vão, classificação de área pela NBR 14639, dimensionamento de vento pela NBR 6123 e definição correta de pé-direito e aterramento. A escolha de material – telha simples, termoacústica, policarbonato ou vidro – muda conforme a área (pista, conveniência, calçada). A Toldos Demais atende a região de Piracicaba/SP e realiza avaliação técnica para indicar a solução mais adequada e dentro de norma. Fale com a equipe pela página de contato.


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