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É Possível Reciclar Telhas Forro?

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Sim: a telha forro é reciclável, mas só depois de separar o aço do núcleo isolante. A telha forro (e a sanduíche) é tecnicamente reciclável porque seus componentes são recicláveis isoladamente: as duas chapas de aço galvalume vão para a sucata metálica e o núcleo de EPS (isopor) tem mercado de reciclagem. O entrave honesto é a separação: as camadas vêm coladas/prensadas, então a reciclagem real exige desmontar a telha em fim de vida — algo que muitas cooperativas não fazem.

Componente da telha forroReciclável?Como destinar
Chapa de aço galvalumeSim, alta saídaSucata / ferro-velho (tem valor)
Núcleo EPS (isopor)Sim, com ressalvasPonto de coleta de isopor / cooperativa
Forro interno (metal)SimSucata metálica
Telha montada (colada)Só após separarDesmontar antes; senão vira resíduo misto

O que é a telha forro e do que ela é feita

A telha forro é uma evolução da telha simples: tem uma chapa de aço galvalume na face externa, um núcleo isolante (geralmente EPS, o isopor) no miolo e um forro/segunda chapa na face interna, que fica aparente por baixo. É a mesma lógica da telha sanduíche, com acabamento de forro embaixo. Por isso, falar em reciclar telha forro é falar em reciclar três coisas distintas que vêm unidas.

  • Aço galvalume: metal, reciclável quase indefinidamente como sucata.
  • Núcleo EPS (isopor): termoplástico reciclável, sem CFC, mas leve e volumoso.
  • Forro interno: outra chapa metálica ou acabamento, também aproveitável.

O ponto que quase ninguém explica: separar é o gargalo

Aqui está a parte honesta que a maioria das páginas omite: dizer que a telha é “100% reciclável” é meia verdade. Os materiais são recicláveis, mas eles chegam colados e prensados um no outro. Em fim de vida, o reaproveitamento real depende de desmontar a telha — separar o metal do isopor — antes de mandar cada fração para o destino certo. Sem essa separação, a placa inteira vira resíduo misto e muitas cooperativas recusam.

  • O aço é o que tem maior valor e saída garantida em ferro-velho/sucata.
  • O EPS exige ponto de coleta específico (nem toda cidade tem) e costuma ser compactado antes de seguir.
  • Telhas com núcleo de PU/PIR (poliuretano) são ainda mais difíceis de separar que as de EPS.

Como descartar e reciclar na prática

Se você vai trocar uma cobertura antiga de telha forro/sanduíche, o caminho prático é:

  • Sobras de obra (retalhos limpos): guarde para pequenos reparos ou doe — telha sem dano tem reuso direto, melhor que reciclar.
  • Remoção de cobertura velha: peça ao instalador para separar o metal do isolante na própria desmontagem; o metal vai para sucata e gera até algum retorno.
  • EPS: procure cooperativas ou pontos de entrega voluntária que aceitem isopor na sua cidade.
  • Antes de trocar tudo: avalie se uma reforma resolve. Em muitos casos dá para reaproveitar a estrutura e só refazer a telha.

Veja as opções e quando cada cobertura compensa em nossa página de coberturas ou tire dúvidas pelo contato.

Quando reformar em vez de descartar (e quanto custa)

Reciclar é o último passo. Antes dele, muitas vezes vale reformar a cobertura e adiar o descarte. Como referência de faixa — sempre lembrando que o valor depende do local, da dificuldade de instalação e dos adicionais, e o preço exato sai numa avaliação:

  • Telha forro nova instalada: cerca de R$ 435 a R$ 725/m².
  • Telha sanduíche: cerca de R$ 400 a R$ 670/m².
  • Reforma de cobertura em lona: cerca de R$ 170 a R$ 310/m² — bem mais barato que trocar a telha inteira.

Se o que pesa é o conforto térmico, comparar com uma cobertura sanduíche ajuda a decidir entre reformar e substituir. Nossas estruturas são em ferro com pintura automotiva (com opção em alumínio) e têm garantia de fábrica de 12 meses.

Perguntas frequentes

A telha forro é mesmo 100% reciclável?

Os materiais são recicláveis (aço e EPS), mas a telha não é reciclada inteira: por vir colada, precisa ser desmontada e separada antes. Sem essa separação, a placa vira resíduo misto e perde grande parte do valor de reciclagem.

O isopor (EPS) da telha pode ser reciclado?

Sim. O EPS é um termoplástico reciclável e não usa gás CFC. O desafio é logístico: nem toda cidade tem ponto de coleta de isopor, ele é volumoso e costuma ser compactado antes de seguir para a indústria.

Vale mais a pena reciclar ou reformar a cobertura?

Quando a estrutura está boa, reformar costuma sair mais barato e gera menos resíduo do que trocar tudo. Reciclar é o passo certo só quando a telha chegou de fato ao fim da vida útil e vai ser removida.

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