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É Possível Reutilizar Pergolados de Alumínio em Novos Projetos?

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Sim, na maioria dos casos o pergolado de alumínio pode ser reaproveitado em um novo projeto, desde que a estrutura seja parafusada (modular) e os perfis estejam íntegros. O alumínio não enferruja e mantém resistência mecânica por décadas, então o limite técnico raramente é o metal em si: é o tipo de junta. Estruturas parafusadas/encaixadas desmontam e remontam com facilidade; estruturas soldadas só se transferem em blocos inteiros (sem cortar). Itens de desgaste — vedações, cobertura, fixadores e chumbadores — quase sempre precisam ser renovados, e cada novo ponto de fixação ou furo precisa receber tratamento contra corrosão galvânica.

O que decide se o pergolado pode ser reaproveitado

O fator decisivo não é a idade do alumínio, e sim como a estrutura foi montada. Há duas situações bem diferentes:

  • Estrutura parafusada ou de encaixe (modular): é o cenário ideal. Os perfis se desconectam por parafusos M8, porcas e cantoneiras, então dá para desmontar, transportar e remontar com outras dimensões. A maioria dos pergolados de alumínio comerciais usa esse sistema justamente por isso.
  • Estrutura soldada: só pode ser reaproveitada como bloco inteiro, na mesma medida. Cortar uma solda para encurtar ou ampliar destrói a junta e exige resolda — algo que poucos instaladores fazem em campo com qualidade, porque a solda de alumínio recozida perde resistência na zona afetada pelo calor.

Antes de prometer reaproveitamento, vale conferir: os perfis estão retos (sem empenamento)? Os furos de fixação originais estão íntegros? A pintura eletrostática ou a anodização está sem corrosão branca acentuada? Se o conjunto passa nesses pontos, o reaproveitamento é viável.

O que se reaproveita e o que precisa ser trocado

Reaproveitar pergolado não é “levar tudo”. Na prática, a estrutura portante volta a ser usada, mas os itens de desgaste e vedação são consumíveis e normalmente entram como peça nova no novo projeto:

  • Reaproveita: perfis principais (colunas e vigas), travessas, cantoneiras e, muitas vezes, os parafusos inox se não estiverem espanados.
  • Quase sempre troca: borrachas e fitas de vedação, perfis “U” de acabamento da cobertura, parafusos autobrocantes e a própria cobertura (chapa de policarbonato, lona ou vidro), que costuma sair danificada na desmontagem.
  • Sempre novo: os chumbadores de base. Eles ficam presos no concreto antigo e o novo local tem outra laje, alvenaria ou piso — exigindo dimensionamento de ancoragem específico.

Se a cobertura era de policarbonato, lembre que a remontagem precisa respeitar de novo a folga de dilatação (cerca de 3 mm por metro de chapa) e a inclinação mínima de 10% para escoamento — caso contrário aparecem empoçamento e infiltração.

Erros comuns ao reaproveitar (e como evitar)

O alumínio perdoa pouco improviso. Os tropeços mais frequentes:

  • Refurar sem proteger o ponto de corte. Toda nova furação ou corte expõe a liga; o ideal é vedar e usar fixadores compatíveis para evitar corrosão galvânica entre alumínio e parafuso de outro metal.
  • Forçar perfil empenado. Um perfil que entortou no transporte não volta ao esquadro batendo — ele trabalha sob tensão e pode falhar. Substitua a peça.
  • Reaproveitar a cobertura velha. Policarbonato amarelado ou com a face UV já vencida não rende; o custo de remontar uma chapa ruim raramente compensa.
  • Subdimensionar a nova ancoragem. A base que segurava o pergolado em uma laje pode ser insuficiente em deck de madeira ou solo. Cada novo local pede avaliação de carga e vento.

Quando reciclar faz mais sentido que reutilizar

Se a estrutura está muito corroída, foi soldada e não comporta a nova medida, ou sofreu impacto que empenou vários perfis, reaproveitar pode custar mais caro (em mão de obra e retrabalho) do que partir para perfil novo. Nesse caso o alumínio não se perde: ele é 100% reciclável e a sucata tem valor de mercado, podendo abater parte do investimento na estrutura nova. Em projetos onde o cliente quer mudar muito o formato — sair de um pergolado reto para um curvo, por exemplo — costuma valer mais usar a sucata como crédito e fabricar sob medida do que adaptar perfis que não foram pensados para a nova geometria.

Perguntas frequentes

Posso desmontar um pergolado de alumínio e montar em outra casa?

Sim, se ele for parafusado ou de encaixe. Basta marcar as peças na desmontagem, transportar os perfis (são leves) e remontar no novo local. Já estruturas soldadas só se transferem inteiras, na mesma medida, porque cortar a solda compromete a resistência da junta.

O alumínio reutilizado perde resistência com o tempo?

Não de forma relevante. O alumínio não enferruja e mantém suas propriedades mecânicas por décadas, ao contrário do aço ou da madeira. O que envelhece são os consumíveis — vedações, parafusos e a cobertura — e esses itens são substituídos no novo projeto, não a estrutura.

Vale a pena reaproveitar ou compro um pergolado novo?

Depende do estado e do sistema de montagem. Estrutura parafusada e íntegra costuma compensar reaproveitar. Se há perfis empenados, solda a cortar ou mudança grande de formato, o custo de adaptação pode superar o de um conjunto novo — e a sucata de alumínio ainda gera crédito. Uma avaliação técnica define o caminho mais econômico.

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